Para investidores da América Latina que aplicam em mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos, o dólar americano desempenha um papel central.
Ele não é apenas a moeda na qual a maioria dos ativos globais é negociada, mas também introduz um fator adicional a ser considerado: a taxa de câmbio.
Compreender como esse impacto funciona ajuda a interpretar melhor o desempenho de um investimento.
1. Dupla exposição: ativo + taxa de câmbio
Quando um investidor da LATAM investe em ativos denominados em dólares, seu retorno não depende apenas do desempenho do ativo (ação, ETF, etc.), mas também da variação entre sua moeda local e o dólar.
Isso significa que existem dois fatores envolvidos:
O desempenho do ativo em dólares.
A variação da taxa de câmbio entre a moeda local e o dólar.
Ambos podem influenciar o resultado final quando os recursos são convertidos novamente para a moeda local.
2. Cenário de valorização do dólar
Se o dólar se fortalece em relação à moeda local, o valor em moeda local dos ativos denominados em dólares pode aumentar, mesmo que o preço do ativo não tenha variado significativamente.
Por exemplo, se um investimento mantém seu valor em dólares, mas o dólar se valoriza frente à moeda local, o valor equivalente em moeda local pode refletir um aumento.
Esse fenômeno é conhecido como efeito cambial.
3. Cenário de desvalorização do dólar
Por outro lado, se o dólar se enfraquece frente à moeda local, o investidor pode observar que, mesmo que o ativo tenha subido em dólares, o retorno em moeda local é reduzido no momento da conversão.
Nesse caso, a taxa de câmbio atua como um fator que pode diminuir o impacto positivo do desempenho do ativo.
4. Volatilidade cambial
As moedas de mercados emergentes geralmente apresentam maior volatilidade do que o dólar americano.
Fatores como inflação, taxas de juros, cenário político e condições macroeconômicas podem influenciar o comportamento da taxa de câmbio.
Isso significa que investir em ativos internacionais também envolve exposição a movimentos cambiais, além do risco de mercado.
5. O dólar como referência global
O dólar é considerado uma moeda de referência no comércio internacional e nos mercados financeiros. Muitas commodities, títulos e ativos financeiros são negociados em dólares, o que reforça sua relevância global.
Para investidores da América Latina, isso implica que parte da análise do cenário econômico internacional inclui observar a evolução do dólar em relação à sua moeda local.
6. Impacto na diversificação internacional
Investir em ativos denominados em outra moeda introduz uma dimensão adicional: a exposição cambial. Ela pode influenciar os resultados de forma positiva ou negativa, dependendo do contexto econômico.
Compreender esse componente permite interpretar com maior clareza os movimentos do portfólio e entender que o retorno final pode ser afetado por mais de uma variável.
Conclusão
Para investidores da América Latina que investem em mercados internacionais, o dólar não é apenas uma moeda — é um fator que pode influenciar os resultados finais de um investimento.
O desempenho de um portfólio internacional é composto pelo comportamento dos ativos e pelas variações da taxa de câmbio. Entender essa dinâmica permite analisar os resultados com mais contexto e clareza.
Disclaimer
Todo investimento envolve riscos, incluindo a possível perda do capital. O desempenho passado não garante resultados futuros. As informações contidas neste documento são fornecidas apenas para fins educativos e não devem ser consideradas como recomendação ou solicitação para comprar ou vender qualquer valor mobiliário. Os investidores devem avaliar seus próprios objetivos e tolerância ao risco antes de tomar qualquer decisão de investimento.
