Introdução
A integração entre a Paggo e o Sienge permite automatizar processos financeiros importantes, como a baixa de títulos após o pagamento e a conciliação bancária dos movimentos. Essas automações reduzem atividades manuais, aumentam a confiabilidade dos dados e agilizam o fechamento financeiro. Neste artigo, explicamos como funciona a baixa automática de títulos, quais validações são realizadas, os principais motivos de falha e como a conciliação bancária é executada dentro do Sienge.
Como funciona a integração com a Paggo
Sempre que um pagamento é confirmado na Paggo, o sistema inicia automaticamente uma tentativa de baixa do título correspondente no Sienge. Para que essa baixa seja realizada com sucesso, o valor pago precisa estar de acordo com o valor registrado no ERP. Como regra geral, o valor nominal deve ser igual, sendo aceita uma tolerância padrão de até um centavo, que é registrada como juro (quando o valor pago é maior) ou desconto (quando é menor). Essa tolerância pode ser ajustada nas configurações da integração.
Exemplo:
Título no Sienge: R$ 1.000,00
Valor pago: R$ 1.000,01
A baixa ocorre normalmente, e o centavo adicional é registrado como juro.
Em boletos que possuem juros e multa estruturados, esses valores adicionais são desconsiderados na validação. Nesses casos, a baixa ocorre com base apenas no valor nominal do título.
Importante: Embora juros e multa estruturados sejam desconsiderados na comparação de valores para validação da baixa, esses valores não são perdidos.
Quando informados no pagamento do boleto, os juros e a multa acumulados são enviados ao Sienge no momento da baixa, preenchendo os campos específicos de juros e multa no ERP. A comparação de valores continua sendo feita exclusivamente com base no valor nominal do título.
Exemplo:
Título no Sienge: R$ 1.000,00
Juros/multa no boleto: R$ 50,00
Valor pago: R$ 1.050,00
A baixa é realizada normalmente, pois a diferença está associada apenas a juros e multa estruturados.
Caso haja divergências fora da tolerância configurada, problemas de configuração no Sienge ou indisponibilidade do título, a baixa não é realizada e o pagamento recebe a etiqueta “Pago e não baixado” na Paggo, permitindo a identificação do motivo da falha.
Exemplo de falha:
Título no Sienge: R$ 1.000,00
Valor pago (nominal): R$ 1.050,00
A baixa falha, pois a divergência está no valor nominal e não em juros ou multa.
Após os ajustes necessários no ERP, a baixa pode ser reprocessada manualmente pela plataforma da Paggo. Além disso, a Paggo executa diariamente a conciliação bancária automática no Sienge por meio da importação de arquivos OFX, sendo importante destacar que apenas títulos já baixados podem ser conciliados.
Conclusão:
Dado todo o contexto, o time de integração valida a baixa olhando prioritariamente para o valor nominal do título no Sienge, com as seguintes regras:
O valor nominal do pagamento precisa bater com o valor nominal do título no ERP.
Existe uma tolerância configurável (padrão de até R$ 0,01) para pequenas diferenças, que são registradas como juro ou desconto.
Juros e multa estruturados no boleto não entram na validação do valor nominal — eles são ignorados no momento da comparação.
Ou seja, do ponto de vista da integração:
✅O que “precisa bater” é o valor nominal
❌Juros e multa não são usados como base de bloqueio
❌Diferenças nominais fora da tolerância bloqueiam a baixa
Uma forma simples de resumir seria:
A integração valida a baixa com base no valor nominal do título; juros e multa estruturados são desconsiderados, e apenas divergências nominais fora da tolerância impedem a baixa.
