O que são configurações DNS?
Ao registrar um domínio para o seu site ou e-mail, um dos pontos mais importantes são os registros DNS. No caso dos e-mails, cada vez que você envia uma mensagem usando o seu domínio, os servidores de destino (Gmail, Outlook, Yahoo) precisam verificar se o e-mail realmente partiu do seu domínio e não é falsificação ou spam.
Principais registros DNS para e-mails
MX (Mail Exchange): define para onde os e-mails do seu domínio devem ser entregues. Se mal configurado, você pode enviar mas não receber mensagens.
SPF (Sender Policy Framework): indica quais servidores estão autorizados a enviar e-mails em nome do seu domínio, evitando que terceiros usem sua marca para spam.
DKIM (DomainKeys Identified Mail): cria uma assinatura digital nos e-mails, garantindo que a mensagem não foi alterada e confirmando a autenticidade.
DMARC: trabalha com SPF e DKIM, orientando os provedores sobre o que fazer quando uma mensagem não passa nas validações (aceitar, mover para spam ou rejeitar).
Por que essas configurações são importantes?
Melhoram a entregabilidade (sem SPF, DKIM e DMARC, os e-mails têm grande chance de cair no spam), a reputação do domínio, a segurança (impedem spoofing) e a confiabilidade perante os provedores.
Checklist rápido em 3 passos
Use o MXToolBox e comece pela consulta de MX do seu domínio: ela já mostra qual é o seu provedor de e-mail (Google, Microsoft etc.) e aponta os primeiros erros. Depois, siga os três passos:
Blacklist: verifique se o domínio está listado em alguma blacklist (detalhes no fim deste artigo).
SPF: confira se existe uma única entrada SPF com todos os serviços que enviam e-mails pelo seu domínio.
DMARC: confira se a entrada existe e se tem uma política definida.
SPF: uma única entrada com todos os remetentes
Um erro comum é ter duas ou três entradas SPF no mesmo domínio (por exemplo, uma para o provedor de e-mail e outra para a ferramenta de e-mail marketing). O correto é ter apenas uma entrada, reunindo todos os serviços autorizados a enviar e-mails em nome do domínio.
Errado (duas entradas):
v=spf1 include:spf.protection.outlook.com ~all v=spf1 include:_spf.google.com include:servicodeemail.com ~all
Certo (uma entrada):
v=spf1 include:spf.protection.outlook.com include:_spf.google.com include:servicodeemail.com ~all
Os valores acima são apenas ilustrativos. Use os include indicados por cada serviço que você utiliza.
DMARC: ter a entrada não basta
No MXToolBox, a entrada DMARC aparece como válida assim que ela existe, mesmo que a política seja "não fazer nada" (p=none). Essa política apenas monitora e não protege o domínio. Recomendamos que a sua equipe de TI defina uma política ativa, como quarentena (p=quarantine).
Como verificar as configurações DNS
Via MXToolBox:
Acesse https://mxtoolbox.com.
No menu suspenso, escolha o tipo de análise: MX Lookup (registros MX), SPF Record Lookup (registro SPF) ou DMARC Lookup (política DMARC).
Digite apenas o nome do domínio (ex.: seudominio.com.br) e clique em Lookup.
Via Gmail:
Abra o e-mail que deseja analisar.
Clique nos três pontinhos no canto superior direito e selecione Mostrar original.
Será exibido um resumo com SPF, DKIM e DMARC. Se todos aparecerem como PASS, o domínio está configurado e propagando corretamente. FAIL ou NONE indicam problemas a corrigir no DNS.
Configuração do DKIM
A chave DKIM é gerada pelo seu provedor de e-mail e publicada na zona DNS do seu domínio, num registro do tipo TXT contendo a chave pública. Cada chave é única e precisa ser configurada corretamente para garantir a autenticação.
Meu domínio não tem DNS configurado, o que fazer?
Repasse a informação ao time de TI da sua empresa ou ao provedor de e-mail (Google Workspace, Microsoft 365 etc.). A Ramper não realiza configurações de DNS — essa responsabilidade é da sua equipe técnica ou do serviço que gerencia o domínio.
Minha conta de e-mail foi bloqueada pelo provedor. O que fazer?
Se todos os envios passam a retornar como bounce logo na tentativa de envio (com códigos de erro que começam com 5, como 5.1), é possível que o seu próprio provedor de e-mail (por exemplo, a Microsoft) tenha bloqueado a conta por suspeita de spam. Isso é mais comum em contas que já faziam muitos envios manuais antes.
Desbloqueie a conta: peça à sua equipe de TI para liberar a conta no painel do provedor de e-mail.
Corrija o DNS: unifique as entradas SPF em uma só e configure uma política de DMARC.
Retome os envios aos poucos: comece com um volume baixo e aumente gradualmente. Evite, por exemplo, centenas de envios por dia logo após o desbloqueio.
Dica: trate a conta desbloqueada como uma conta de e-mail nova. Ela precisa reconstruir a reputação antes de voltar ao volume normal de envios.
Blacklist
Uma blacklist é uma lista usada por provedores para bloquear domínios ou servidores com comportamento de spam. Se o seu domínio entrar em uma, os e-mails podem ser bloqueados ou ir para o spam.
Como verificar (MXToolBox): acesse https://mxtoolbox.com/blacklists.aspx, digite o domínio ou IP do servidor e clique em Blacklist Check. Tudo em verde = não listado; vermelho = consta em alguma blacklist.
Nem toda blacklist tem o mesmo peso. Algumas são consultadas por muitos provedores e têm grande impacto na entrega (por exemplo, SORBS e Barracuda); outras têm impacto menor. Mesmo assim, o ideal é não constar em nenhuma. Se o domínio aparecer em mais de uma lista, priorize a remoção das mais relevantes.
Motivos comuns: denúncias de spam, ausência de políticas de segurança (DMARC, MX, SPF), links suspeitos no corpo/assinatura e baixa reputação do domínio.
O que fazer se estiver em uma blacklist: corrija as configurações DNS, reduza a frequência de disparos, evite contatos inválidos e remova links suspeitos. Depois, solicite a remoção — cada lista tem seu próprio procedimento (o MXToolBox mostra em qual blacklist o domínio está). Mesmo após a remoção, a reputação permanece baixa por um período, então recomendamos reduzir os disparos no Prospect para reconstruí-la. A Ramper não faz remoção de blacklist — essa ação é do seu time de TI ou do provedor.